Mexerica e Folhinha levaram recorde de público à lançamento


No dia 20 de novembro, foi lançado o livro infantil "As nossas diferentes semelhanças", com os personagens "Mexerica e Folhinha", na Livraria da Vila. De autoria de Andrea Pessarelo, que nasceu em São Paulo/SP e tem descendência italiana e polonesa, o livro aborda essa mistura de raças e culturas que formam o Brasil.


Imagens do LançamentoSegundo representantes da editora, o lançamento do livro atraiu recorde de público. Não só convidados compareceram ao coquetel de lançamento, mas muitas famílias que visitavam a livraria se sentiram atraídas a conhecer a história dos personagens infantis.


O número grande de pessoas - público presente de 120 pessoas - também foi atribuído ao diferencial apresentado pela autora. "Como é um livro feito para o público infantil, escolhemos o teatro de fantoches para ilustrar a história contada no livro e trouxemos os personagens para perto das crianças", afirmou a autora.


A história contada foi a grande atração para as crianças que interagiram com os fantoches e quiseram sair dali já com o livro nas mãos. Além de poderem conhecer as crianças que inspiraram a criação dos personagens Mexerica e Folhinha.


A história retrata a mistura de raças e cultura e a discriminação e preconceito, que infelizmente acontecem diante de tantas diferenças: "O livro nasceu para que as crianças de hoje, que serão os adultos de amanhã, nosso futuro, sejam conscientizadas, junto com seus pais, e cresçam livres desse mal que assola a nossa sociedade", afirmou Andrea Pessarelo.






Olá amiguinhos e amiguinhas!


Eu me chamo Andrea Pessarelo Smulkowski Souza, nasci na cidade de São Paulo/SP no ano de 1975 e sou descendente de Italianos e Poloneses. Casei com o Edson Melo, que é descendente de Índios e Italianos, e dessa união, nasceram dois filhos lindos, um menino e uma menina. Que mistura, hein!


Observando a mistura de raças e culturas que formaram nosso País, desde a sua colonização, fico muito triste quando algumas pessoas tratam outras com discriminação e preconceito.


Não importa qual a nossa raça, crença, costumes ou classe social. O que realmente importa é que todos somos seres com os mesmos direitos e é nosso dever respeitar a todos, da mesma maneira que devemos ser respeitados, mesmo com todas as diferenças.


E, diante de toda discriminação que nós presenciamos diariamente, surgiu a ideia do livro "As nossas diferentes semelhanças", com os personagens "Mexerica e Folhinha", para que as crianças de hoje, que serão os adultos de amanhã, nosso futuro, sejam conscientizadas, junto com seus pais, e cresçam livres desse mal que assola a nossa sociedade.


Na busca de uma sociedade em que cada indivíduo olhe para o outro com os olhos do amor e da amizade. Eu, a Mexerica e o Folhinha, contamos com vocês!


Sempre lembrando que: "A chave para a nossa felicidade é o amor!"


Um grande abraço,
Andrea Pessarelo




Curiosidade: O nascimento de Mexerica e Folhinha


Desde pequeninho, meu filho gostava de pegar as folhas das árvores que estavam no chão e as levava para casa. Quando começou a ir para o colégio, no Jardim I, enquanto esperávamos o transporte escolar, ele ficava pegando as folhas das árvores e as guardava na mochila. Certo dia, eu e o seu papai conversávamos sobre apelidos e, de repente, ele diz: - Meu apelido é Folhinha!


Sem entender, perguntamos quem havia dado esse apelido, e ele respondeu que foi a tia do transporte escolar. Começamos a rir quando lembramos que devia ser pelo motivo dele levar as folhinhas das árvores na mochila, porém explicou que deram este apelido para ele, porque uma amiguinha pegou uma de suas folhinhas e rasgou, e então ele começou a chorar.


A partir deste dia, o apelido "pegou".


Desde bebezinha, eu pegava minha filha no colo e ficava fazendo cócegas em sua barriguinha e citando vários adjetivos para ela, sem parar, desse jeito: - sua princesinha, sua florzinha, sua bonequinha, sua fofucha, sua pituca etc. Até que em um dessas brincadeiras, não sabia mais o que falar, e aí veio em minha cabeça: sua "mexerica". Foi uma das vezes que ela mais se divertiu, rimos muito.


O tempo foi passando e um dia nós estávamos em um consultório médico e ela já tinha dois aninhos e, enquanto esperávamos o atendimento, um casal de idosos conversava com ela.


Aquele senhor perguntou: - Qual é o seu apelido?


De ouvidos na conversa, pensei que ela iria responder "Pituca", pois era esse apelido que mais a chamávamos.


E ela disse: - Mexerica!


Todos riram. E eu achei interessante ela lembrar do "apelido", pois já fazia muito tempo que não brincávamos com ele.


Então, quando resolvi escrever esse livro, que tem como inspiração os meus filhos, criei esses personagens para ilustrar ainda mais meu trabalho.




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